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31/01/2020 11:46

BC promove educação financeira para melhorar relação dos brasileiros com o uso do dinheiro.

Agenda BC propõe ações para permitir que cidadãos possam gerenciar melhor os seus recursos, planejar o uso de crédito e poupar ativamente.

Uma das dimensões da Agenda BC#, pauta de trabalho centrada na evolução tecnológica para desenvolver questões estruturais do sistema financeiro, é a educação financeira. Nesse sentido, o Banco Central conta com uma série de iniciativas para conscientização do cidadão para que todos participem do mercado e cultivem o hábito de poupar. A ideia básica é fazer girar uma roda virtuosa composta por conceitos de cidadania financeira, orçamento sob controle, crédito consciente e poupança ativa. O desenvolvimento dessa cidadania tem como objetivo tornar os cidadãos mais cientes dos riscos e oportunidades financeiras. 

Para o presidente do BC, Roberto Campos Neto, é preciso gerar uma cultura de poupança e também permitir que os brasileiros tenham o controle das suas finanças. “Com mais educação financeira, teremos menos inadimplência. Isso é bom para o sistema bancário, e será muito bom também para o cliente, que poderá escolher o melhor destino para o seu dinheiro e priorizar os produtos financeiros de maneira correta, ou seja, aqueles que melhor atendam às suas necessidades”, explica. 

O BC desenvolve uma série de ações que contribuam para que os brasileiros tomem decisões financeiras conscientes e bem informadas, além de buscar um futuro melhor, realizar sonhos e se preparar para emergências. Promover a educação financeira desde cedo é um dos caminhos escolhidos para difundir essa ideia. O 
Programa Aprender Valor levará educação financeira a estudantes das escolas públicas brasileiras, além de formar professores e gestores escolares, preparando-os para esse desafio. A etapa piloto do programa ocorre neste ano no Distrito Federal e em seis estados, representando todas as regiões do país. Destinado a estudantes do 1º ao 9º ano da rede pública de ensino, o programa tem como potencial disponibilizar educação financeira a 22 milhões de estudantes em todo o país a partir de 2021.   

Orçamento e dívidas 
Para o pleno desenvolvimento da cidadania financeira, é importante fazer com que os brasileiros entendam os orçamentos pessoal e familiar e mantenham as contas sob controle. O BC conta, no âmbito da Agenda BC#, com um plano de ação para auxiliar no combate ao superendividamento, estimular a oferta de soluções financeiras adequadas para a população de baixa renda, além de incentivar concursos de inovação para desenvolver soluções em educação financeira. “A gente entende que parte do problema de crédito, parte da inadimplência alta, é por falta de educação financeira”, explica o presidente do BC. 

Em 2019, a Semana Nacional de Negociação e Orientação Financeira foi o primeiro dos mutirões previstos no Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre o Banco Central e a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), assinado em novembro de 2019. Mais de 820 mil pessoas participaram e, segundo a Febraban, o volume de dívidas renegociadas chegou a R$ 4,5 bilhões. A ideia é tornar esses mutirões semestrais, com a meta de atender até um milhão de pessoas por evento.  

Programa de milhagem 
Outra ação prevista é o desenvolvimento de uma plataforma online de educação financeira, com um site e um aplicativo voltados ao assunto, previsto também no ACT com a Febraban. Faz parte dessa plataforma, a criação de uma espécie de programa de milhagem, em que clientes acumulam pontos de acordo com seu conhecimento relacionado à educação financeira, como anunciado pelo presidente Roberto Campos Neto durante a apresentação do balanço de ações da Agenda BC#.  

“A ideia é usar o máximo de tecnologia possível, para poder chegar ao máximo de cidadãos que a gente consiga alcançar”, explicou o diretor de Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta, Mauricio Moura. 




 https://www.bcb.gov.br/detalhenoticia/408/noticia?fbclid=IwAR3VPeAet_vz_1EYakpzGBTNseIheHVs9qK8bofNdp7uySUV6bD85-TvPV0

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